sábado, 20 de junho de 2015

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Tenho um enorme orgulho em ti! A tua força faz-me querer sair da cama todos os dias e ir à luta, por ti, por nós. Sim, por nós. Tu e eu. Eu e tu. Duas pessoas numa só. És a minha garota, a única de tantas que me faz ter medo de perder porque amar é ter medo, é cuidar, confiar, é dar e receber e no final do dia sorrir quando me passas pela miléssima mil vez na cabeça! Se eu tivesse apenas 20 segundos para ter coragem eu parava e dizia-te: amo-te! E dhos restante 18 seguntos deixaria que os teus lábios dançassem com os meus, em plena simbiose carnal de desejo. Desculpa ser de poucas palavras.

T de Trovisco e de tua.

Um bbrinde ao paradoxo da vida. 

segunda-feira, 15 de junho de 2015

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Como não te sonhar, se te sonhei a vida inteira?

Um brinde ao paradoxo da vida.

domingo, 14 de junho de 2015

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Este planeta segundo Galileu é redondo. Quando seguiste por norte e eu por sul, não sabíamos que mais cedo ou mais tarde nos havíamos de encontrar outra vez. Agora que voltas-te, por favor, fica. Dá-me a mão e desta vez vamos juntas conquistar este mundo. Encontra-me num beijo, na simbiose dos meus labios pelos teus.

Um brinde ao paradoxo da vida.

quarta-feira, 4 de junho de 2014

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às vezes tenho medo. medo de ter medo. medo de não conseguir o que os dados lançados ditam para mim. medo de me fazer entender, de ter o dom da palavra, de um dia não poder ter medo. medo de não estar consciente da realidade, do que virá no futuro, de tudo o que já se passou. sei lá, medo. é bom, mau, triste, alegre ? sinto-me alerta mas ao mesmo tempo tão frágil. ouve os meus gritos no silêncio, às vezes tenho medo que não me percebas. paradigmas da vida de um ser diferente. medo de não pertecer em lado nenhum. tenho muitos medos, nunca os tive e hoje eles chegaram, sem permissão e estão a apoderar-se da minha mente. tenho medo de ter medo. quero voltar a ser a miudinha que esfola joelhos , que passa dias e dias e dias a correr atrás de uma bola e mais um vez esfola os joelhos. tenho medo de crescer, medo das palavras, que te vás embora. é preciso ter coragem para ter medo. medo de memórias, de me sentir ameaçada, de ser criticada. sempre quis fazer o melhor para o bem comum. será o melhor para todos ou o melhor aos meus olhos? tenho medo, não consigo evitar. afinal sou humana como os outros, banal mas diferente.

Trovisco

terça-feira, 27 de maio de 2014

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 grandes diferenças no mundo. a diferença é boa, chega a ser tão boa que nos torna tão imaculados e especiais como se não houvesse mais ninguém exactamente igual a nós. será que haverá mais alguém que gosta de perder tempo a pensar sobre um livro aberto com um ponto preto? é tão banal que acho que não haverá mais ninguém que aprece tal prazer bizarro. não creio que haja dois pensamentos, neste mundo redondo e enorme, que possam ser ditos como iguais, diria que existem pensamentos complementares, a tua ideia juntamente com a minha ideia origina uma grande ideia. não creio que haja fim para um pensamento, não suporto que me falem em fins. não gosto. tenho medo. odeio a mudança sem que eu a deseje. perco tempo demasiado a tentar perceber porque é que divago. adoro as diferenças. a diversidade. a tua ideia juntamente com a minha ideia. o teu cigarro e a minha cerveja. adoro acordar sem horas, que sensação de liberdade logo mal me espernejo pela primeira vez no dia. gosto que sejas mais novo que eu, assim eu posso ajudar-te a cresceres neste mundo íngreme. gosto de divagar, adoro dar a entender que adoro divagar, significa que a minha mente é uma fonte de pensamentos que não tem fim, não consigo acabar nenhum e já estou a pensar noutro. não gosto de palavras caras, luxuosas e malcheirosas por sinal, gosto do simples e cru. acima de tudo aquilo que eventualmente poderei gostar ou não, não havendo mais ninguém igual a mim jamais poderão entender-me, a liberdade fascina-me! somos formatados para vivermos segundo uns dogmas preestabelecidos por pessoas como as palavras caras, mal cheirosas, aqui sim eu adoro, amo aliás, desafiar qualquer uma das que estes malfeitores me tentam impor. não gosto de regras, leis e derivados, faço má digestão destes. não gosto de escrever um texto com ordem, nem nexo, nem cabimento algum que alguém possa entender.
Trovisco

segunda-feira, 26 de maio de 2014

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não me chamem de povo, não me tratem por vulgar, odeio a banalidade dos sorrisos dos incrédulos às ideias formatadas sem o mínimo de ponderação da realidade. vocês são como o cateto mais pequenino de um triângulo, a migalha de um pobre que mendiga. não digam que gosto de carne assada, não gostonunca me tirem o sabor a terra na boca, a alegria de sujar as mãos e a estupidez de ver o sol todos os dias. não me podem tirar um futuro, quem é que vocês pensam que são para comprometer a obra de meu pai que tanto se esmerou para aprumar? não me tratem como um de vós, eu não me sento para ver as caravelas a ruir na ponta da boa esperança, para ver o Gama num mundial de futebol a brincar aos índios, para ver o Camões numa esquina de café a escrever para pagar a bica. não me chamem de povo, não sou vulgar.
Trovisco