não me chamem de povo, não me tratem por vulgar, odeio a banalidade dos sorrisos dos incrédulos às ideias formatadas sem o mínimo de ponderação da realidade. vocês são como o cateto mais pequenino de um triângulo, a migalha de um pobre que mendiga. não digam que gosto de carne assada, não gosto! nunca me tirem o sabor a terra na boca, a alegria de sujar as mãos e a estupidez de ver o sol todos os dias. não me podem tirar um futuro, quem é que vocês pensam que são para comprometer a obra de meu pai que tanto se esmerou para aprumar? não me tratem como um de vós, eu não me sento para ver as caravelas a ruir na ponta da boa esperança, para ver o Gama num mundial de futebol a brincar aos índios, para ver o Camões numa esquina de café a escrever para pagar a bica. não me chamem de povo, não sou vulgar.
Trovisco
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